
Não é de hoje que temos ouvido por muitos escritores e articuladores do meio evangélico sobre o fenômeno chamado "Desigrejados", referindo-se as pessoas que saíram das igrejas convencionais (denominações), decidindo congregar em seus próprios lares ou até mesmo cultuarem a Deus sozinhos em suas residências. Percebemos que existe uma resistência por parte do grupo evangélico em pensar como é possível alguém adenominacionado conseguir cumprir a vontade de Deus fora de instituições reconhecidas pela sociedade como Cristãs, pois já adquiriram o conceito pré-estabelecido de que fora das instituições não é possível agradar ao Senhor.
Entretanto nesta situação podemos perceber principalmente quando pesquisamos na internet, que o número de pessoas inseridas em movimentos não-denominacionais, tem crescido. Obviamente, para que este crescimento esteja ocorrendo desta maneira existe uma espécie de investimento por parte dos pregadores destes movimentos. Um articulador deste movimento muito conhecido no passado pelo próprio meio Cristão pelas suas mensagens é o Pastor Caio Fábio, que já há um bom tempo tem se dedicado a pregar sobre um evangelho simples aonde a única coisa a ser feita é se unir ao seu irmão em qualquer lugar e buscar ao Senhor. Além disso, o Pastor Caio, procura sempre enfatizar a sua crítica ao movimento denominacionado, mostrando claramente o seu desprezo por ele. Sem dúvidas, atualmente ele tem sido por sua grande popularidade, o maior propagador no Brasil, dos não-denominacionais. Caio lidera um movimento chamado " O Caminho da Graça" aonde para ele de maneira alguma se trata de uma denominação mas sim um movimento de pessoas que desejam se reunir e viver o evangelho que Jesus pregou, simples e puro. Outro Pregador que se manifesta em favor do movimento não-denominacional se chama Irmão Akel Edin do movimento "Eu quero uma igreja". Este movimento muito se assemelha com o primeiro aqui citado, pois o Irmão Akel também advindo de dentro de uma denominação, se mostrou insatisfeito com o mesmo aonde ele geralmente se refere como "Sistema religioso". Akel faz críticas ferrenhas, e estimula os Cristãos a se reunirem em seus lares, inclusive organizando essas reuniões em diversas partes do Brasil.
Outro Nome que tem aparecido com força na internet é o do teológo Relry Alves do grupo "Evangelho Underground". menos radical como os outros dois aqui citados, embora também faça críticas ao "Sistema religioso" Relry entende que dentro das denominações existem pessoas sinceras, e estas compõem a igreja. o seu ministério é voltado para a apologética, principalmente combatendo doutrinas neo-pentecostais como a teologia da prosperidade e na escatologia mostra-se ser totalmente contra o dispensacionalismo.
Outro fator que estes três homens possuem em comum são as críticas a obrigatoriedade do dízimo imposta por boa parte das denominações do Brasil.
Existem muitos outros movimentos na internet que poderíamos citar aqui, entretanto este texto ficaria muito extenso.
Bem, humildemente eu gostaria de deixar as minhas ponderações pessoais sobre este assunto. Pra começar eu quero dizer que não sou contra nem a favor, não escolho partido, simplesmente por que não vejo necessidade de defender um lado nem o outro, entretanto devo admitir que o pensamento dos não-denominacionados quanto a não obrigação de pertencer a uma instituição é coerente até certo ponto, pois quem sou eu para dizer que a salvação consiste em fazer parte de uma igreja registrada em cartório, com estatutos e regimentos internos? Digo isto embasado em uma simples reflexão, e quando não existiam estas denominações? Ninguém era salvo? Na idade média, quando a única religião Cristã na Europa era o Catolicismo Romano, todos os europeus Cristãos poderiam ser definidos como idólatras, não possuindo assim a salvação? É muito difícil concretizarmos um julgamento sobre este assunto, pois quem salva é Jesus. Por outro lado muito me preocupo com este fenômeno, pois acredito que geralmente as pessoas que fazem parte destes movimentos saíram de ministérios, devido a luz do entendimento que agora adquiriram, ou seja, peitaram o sistema, o Pastor, deixando tudo isto para viver o evangelho fora da denominação. Porém no momento em que esta mesma pessoa começa a conviver com outras pessoas, que também tiveram esta mesma atitude, qualquer divergência, seja ela a menor que for como por exemplo, como deve ser a liturgia do culto, canta primeiro ou lê a palavra? Já seria um grande problema, por que estas pessoas já mostraram que estão em busca de uma igreja perfeita (em sua concepção), e estariam dispostas a tudo. Além disso como um dia eu ouvi em uma pregação do Rev. Augustus Nicodemus, a denominação um dia já foi um pequeno movimento, simples sem estatuto, porém para que houvesse uma organização melhor foi-se institucionalizando, como por exemplo, na ordenação dos obreiros. Em um movimento que não existam regras, qualquer um pode dizer que é pastor, missionário, presbítero sem ao menos ter a vocação. e com relação as ofertas, como seria o controle fiscal destes valores?
Bem como podem perceber na minha simples análise, eu consigo ver erros e acertos nos dois lados, e sabem porque? Porque nos dois lados existem humanos, tanto entre os denominacionais quanto nos não-denominacionais, homens erram, homens são falhos, e quem aperfeiçoa a igreja é o Senhor Jesus,ele é o cabeça da sua igreja, igreja esta que transcendem as denominações e os movimentos não denominacionados, igreja esta que forma o corpo Místico de Cristo, igreja esta feita de pessoas sinceras em servir a Deus em espírito e em verdade.
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